quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Discutindo a Cultura Medieval: a Impossibilidade da Síntese

(Sem autoria)



                                                                                                          Wilder F. Santana

“O ESSENCIAL SOBRE A CULTURA MEDIEVAL PORTUGUESA (Séculos XI ao XIV)” – José Mattoso
Cultura Medieval a Impossibilidade da Síntese


Diante de diversos aspectos elementares colhidos no texto referentes à cultura estabelecida e vivida na época medieval portuguesa, o título “impossibilidade da síntese” faz juz à grande diversidade de grupos sociais, com os mais diferenciados costumes, em que uma minoria é privilegiada. Nesse sentido, é impossível de afirmar sinteticamente que um termo faça parte do conjunto.
A época medieval é tratada com base em documentos produzidos pela minoria clerical, a qual possui mais direitos, com representantes categorizados e determinantes das atividades. Estes utilizaram a mesma língua em várias nações – o latim – sendo os textos de referência a Bíblia e obras de Santo Agostinho, entre outros.
Quanto às diferenças regionais e locais, marcantes são os resultados, vistos de melhor ângulo. Como princípios comparativistas podemos ter a divergência existente entre o que se passa na Catalunha e na Galiza, regiões relativamente próximas, e que podem depender em unidade de diversos aspectos. Da mesma forma, o tempo cuidou de modificar as opiniões.
Diz Mattoso, na página 4 do texto em questão, no terceiro parágrafo:
“O que é verdadeiro para a época carolíngia não o é para o renascimento do século XII. O que se diz para este, em pouco se pode aplicar à agitada e angustiada época do século XVI."
Para que se compreendam bem as diversificações que há, tanto na Geografia quanto na história portuguesa, é necessário penetrar em seu território e em sua sociabilidade. Existem sujeitos que foram determinantes aos acontecimentos, e estes foram os principiantes do que hoje podemos chamar de “indefinição da unidade cultural portuguesa medieval”.
É preciso observar que todas essas transformações confirmam a existência do homem, em centros hierárquicos, em estabelecimentos político-ideológicos, na área religiosa e governamental etc. Toda essa constituição conflui no pensar ocidental e na conduta do homem pela travessia religiosa, em que perduram costumes patriarcais, como nos tratamentos à mulher, e à posição da Igreja perante o homem.
O período de iniciação cronológica da avaliação dos conjuntos culturais se faz na Península Ibérica. Os contatos que a partir do século XVI se determinam com a África e com o Atlântico introduzem grandes modificações no último período da idade média Portuguesa.    

Por: Wilder F. Santana
(wilder.santana@hotmail.com)


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